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  • Irlanda vai proibir uso de e-scooters por menores de 18 anos a partir de agosto

    O governo irlandês anunciou novas regras mais rígidas para o uso de patinetes elétricas (e-scooters) no país. A decisão foi tomada nesta segunda-feira (20/07), após reunião entre o Taoiseach (primeiro-ministro), o Tánaiste (vice-primeiro-ministro), os ministros dos Transportes, Seán Canney, e da Justiça, Jim O’Callaghan, além do Comissário da Garda (polícia irlandesa), Justin Kelly.

    O que muda a partir de agosto

    • Proibição para menores de 18 anos: o uso de e-scooters passa a ser proibido para menores de idade.
    • Capacete obrigatório: todos os usuários deverão usar capacete.
    • Colete de alta visibilidade obrigatório: o uso de jaqueta/colete de alta visibilidade também se torna obrigatório para todos.

    As medidas entram em vigor já em agosto de 2026.

    Por que a decisão foi tomada

    A reunião discutiu dados da Children’s Health Ireland (CHI) e do HSE sobre lesões graves causadas por e-scooters:

    • Mais de um terço de todas as internações pediátricas por traumatismo craniano no hospital CHI em Temple Street, em 2026, estavam relacionadas a e-scooters.
    • As internações por traumatismo craniano causado por acidentes com e-scooters aumentaram 50% nos últimos 12 meses.
    • A CHI estima que, neste verão, uma a duas crianças por dia dão entrada nas emergências com lesões causadas por e-scooters. Um relatório completo será divulgado no fim de julho.

    O Comissário da Garda também informou que houve um aumento significativo nas operações policiais ligadas a e-scooters: 1.412 patinetes foram apreendidas este ano e há 793 processos por posse de e-scooters no mesmo período.

    O que ainda está por vir

    Ainda este ano, o governo pretende apresentar uma legislação para tratar as e-scooters como qualquer outro veículo motorizado, com exigência de licenciamento e registro. As novas regras também vão:

    • Proibir a venda de patinetes a menores de idade;
    • Proibir a venda de scooters que não atendam aos requisitos legais para circulação em vias públicas.

    O governo afirmou ainda que uma proibição total das e-scooters continua sendo uma possibilidade em aberto. Também foi acordado reforçar a proteção legal aos policiais da Garda ao perseguir e-scooters e e-bikes, espelhando o sistema já adotado no Reino Unido.

    Fonte: RTÉ News / Department of the Taoiseach.

    LEIA A ÍNTEGRA DO COMUNICADO

    O Taoiseach, o Tánaiste e o ministro Canney chegaram a acordo sobre uma série de propostas com o ministro O’Callaghan e o Comissário da Garda. As propostas serão levadas ao Governo pelos ministros O’Brien e Canney na próxima semana.

    O Comissário da Garda informou que houve um aumento significativo nas operações da Garda relacionadas a e-scooters, incluindo a apreensão de 1.412 e-scooters até agora neste ano. Houve 793 processos por posse de e-scooters neste ano.

    A reunião também discutiu os dados iniciais da Children’s Health Ireland (CHI) e do HSE, que indicam um padrão preocupante de lesões graves e que alteram vidas causadas por e-scooters.

    Mais de um terço de todas as internações pediátricas por traumatismo craniano na CHI de Temple Street, em 2026, estavam relacionadas a e-scooters. As internações por traumatismos cranianos decorrentes de acidentes com e-scooters aumentaram 50% nos últimos 12 meses.

    A CHI estima que, neste verão, de uma a duas crianças por dia estão dando entrada nas emergências (EDs) com lesões causadas por e-scooters. Um relatório completo estará disponível no fim de julho.

    Ficou acordado que jaquetas de alta visibilidade e capacetes serão obrigatórios para todo uso de e-scooter, e a proibição será estendida aos menores de 18 anos. Isso entrará em vigor em agosto.

    Ainda neste ano, será apresentada legislação para tratar os e-scooters como todos os demais veículos de propulsão mecânica, e haverá exigência de licenciamento e registro.

    Isso também proibirá a venda de scooters a menores de idade e a venda de scooters que não atendam aos requisitos legais para uso em vias públicas.

    Uma proibição total permanecerá em consideração.

    Também ficou acordado que serão oferecidas proteções adicionais aos membros da An Garda Síochána, espelhando o sistema em vigor no Reino Unido. Isso concederia maiores proteções legais aos gardaí na perseguição a e-scooters e e-bikes.

  • Brasil responde com firmeza aos EUA

    Tarifaço de Trump ao Brasil: nova ofensiva comercial dos EUA impõe novas tarifas após meses de negociação

    O comércio entre o Brasil e os Estados Unidos vive um dos seus momentos mais tensos dos últimos anos. Nesta quarta-feira (15/07), o governo de Donald Trump anunciou uma tarifa adicional de 25% sobre parte dos produtos brasileiros, alegando supostas práticas “desleais” do Brasil no comércio — justificativa que o governo brasileiro rejeita categoricamente.

    “Exigiam a capitulação”, diz o Itamaraty

    O ministro das Relações Exteriores, chanceler Mauro Vieira, afirmou em pronunciamento que os EUA buscaram uma verdadeira “capitulação” do Brasil durante as negociações. Segundo ele, Washington exigia a abertura total, irrestrita e exclusiva de setores inteiros da economia brasileira ao mercado estadunidense, sem qualquer contrapartida para os produtos brasileiros.

    “O que Rubio chama de ego nada mais é do que a convicção inabalável do presidente Lula na defesa da soberania brasileira e dos interesses das nossas empresas e de nossos trabalhadores”, rebateu o chanceler, respondendo a declarações do secretário de Estado americano, Marco Rubio, que atribuiu a falta de acordo ao “ego” de Lula.

    Vieira lembrou que o Brasil se manteve ativo nas negociações — foram mais de 30 reuniões presenciais, virtuais e por telefone desde março de 2025 — e destacou que não há justificativa econômica para as tarifas: nos últimos 15 anos, os EUA acumularam US$ 424 bilhões de superávit em bens e serviços com o Brasil, e em 2025 cerca de 76% das importações vindas dos EUA entraram no país sem pagar imposto de importação.

    Motivação política e Pix

    Para o governo brasileiro, o tarifaço tem clara motivação política, ligada ao julgamento da tentativa de golpe liderada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e a uma tentativa de interferência no Judiciário brasileiro. O chanceler também classificou como “descabidas” as acusações contra o Pix — que ele definiu como uma infraestrutura pública de pagamentos aberta a todas as instituições — e contra o suposto desmatamento ilegal, ressaltando a redução significativa na Amazônia e no Cerrado desde 2022.

    O impacto das tarifas dos EUA na Irlanda

    A Irlanda também sofre os efeitos da política comercial de Trump. Dados do Central Statistics Office (CSO) mostram que as exportações irlandesas de bens caíram quase um terço (mais de 29%) em maio de 2026 na comparação anual, uma queda de €6,8 bilhões.

    As exportações especificamente para os EUA despencaram 56%, e os produtos farmacêuticos — carro-chefe da economia irlandesa — recuaram quase 59%. Parte dessa queda é explicada pela corrida de 2025, quando empresas irlandesas anteciparam enormes remessas de produtos aos EUA antes da entrada em vigor das tarifas (“Liberation Day”). Como resposta, as empresas irlandesas vêm diversificando seus mercados — as exportações para a Grã-Bretanha, por exemplo, cresceram mais de 26% no mesmo período. Ainda assim, especialistas alertam que a forte dependência de poucos setores de alto valor continua sendo uma vulnerabilidade estrutural para a Irlanda.

    (com informações da Agência Brasil e Irish Examiner)

  • CBI inicia campanha por Acordo Bilateral de Previdência entre Brasil e Irlanda

    Unindo esforços pelos trabalhadores brasileiros na Irlanda: Uma nova petição solicita um tratado previdenciário para proteger o direito à aposentadoria.

    A comunidade brasileira na Irlanda está se mobilizando para solicitar formalmente um Acordo Bilateral de Previdência Social entre a Irlanda e o Brasil. Atualmente, apesar do grande número de brasileiros residentes na Ilha Esmeralda, não existe um tratado que permita a “soma” dos tempos de contribuição entre os dois países.

    O objetivo é permitir que o tempo trabalhado na Irlanda (PRSI) seja averbado no INSS, evitando a bitributação e garantindo que cada país pague sua parte proporcional da aposentadoria. Sem esse acordo, muitos brasileiros acabam perdendo anos de contribuição ou precisam pagar o INSS como facultativo para não perderem o direito ao benefício.

    Acompanhe a Casa Brasil Irlanda para atualizações sobre esta iniciativa e saiba como apoiar esta causa.

    A petição recebeu atenção da mídia local, que publicou uma atualização sobre a campanha, explicando a importância do acordo.

    Para assinar, basta acessar a página do Change.org e informar seu nome completo e email.

    Contamos com vocês nesta importante iniciativa!