Categoria: Tem que saber

  • Músico brasileiro promove workshop gratuito de composição e roda de conversa sobre identidade migrante em Dublin

    Músico brasileiro promove workshop gratuito de composição e roda de conversa sobre identidade migrante em Dublin

    Coordenado e idealizado por Johnathan Batista dos Santos, músico e compositor, encontro tem o apoio da Casa Brasil Irlanda, e vai tratar de imigração e identidade

    “Arte, imigração e identidade” é o tema da roda de conversa e oficina de composição voltada a imigrantes em Dublin, brasileiros ou de outras nacionalidades, que acontece na quinta-feira, 27 de agosto, às 18h30, na Livraria Marrowbone Books, em Dublin 8.

    Organizado pelo artista Johnathan Batista dos Santos — bacharel em Jazz e Música Contemporânea pela Dublin City University e mestre em Composição Musical pela Maynooth University —, o encontro propõe explorar os caminhos e as nuances da criação sonora a partir da experiência compartilhada.

    “Você não precisa ser músico ou ter formação artística prévia para participar”, ressalta Jony, como é conhecido no meio musical. O artista acumula sólida trajetória em iniciativas comunitárias, como a facilitação do projeto de teatro-fórum Imigrante da Silva Santos e oficinas em parceria com instituições de destaque, entre elas a Hugh Lane Gallery e a organização Mother Tongues.

    A proposta central do encontro apoia-se no conceito de “artesania de identidades”, investigando de que maneira a vivência migrante, a alteridade e os desafios cotidianos influenciam a construção contínua de quem somos. A partir do som, da contação de histórias e de processos criativos colaborativos, os participantes terão a oportunidade de transformar suas vivências e percepções em matéria-prima artística.

    Embora a comunidade brasileira represente uma das maiores populações migrantes da Irlanda, sua rica pluralidade ainda é frequentemente simplificada nos circuitos culturais tradicionais. Nesse contexto, a iniciativa reforça o compromisso da Casa Brasil Irlanda de abrir espaço para que a própria comunidade molde e protagonize as narrativas sobre suas vivências. O projeto conta com o apoio institucional do Arts City Council.

    Para além do exercício criativo, o encontro busca consolidar um espaço seguro de escuta ativa, de diálogo e de fortalecimento dos laços comunitários, em um ambiente acolhedor e colaborativo.

    Serviço

    Entrada: Gratuita (vagas limitadas)

    Evento: Roda de Conversa e Oficina de Composição Musical: Arte, Imigração e Identidade

    Organização e facilitação: Johnathan Batista dos Santos (com apoio da Casa Brasil Irlanda)

    Data: 27 de agosto, quinta-feira

    Horário: 18h30

    Local: Marrowbone Books — 78 The Coombe, The Liberties, Dublin, D08 RKP4

  • Irlanda vai proibir uso de e-scooters por menores de 18 anos a partir de agosto

    Irlanda vai proibir uso de e-scooters por menores de 18 anos a partir de agosto

    O governo irlandês anunciou novas regras mais rígidas para o uso de patinetes elétricas (e-scooters) no país. A decisão foi tomada nesta segunda-feira (20/07), após reunião entre o Taoiseach (primeiro-ministro), o Tánaiste (vice-primeiro-ministro), os ministros dos Transportes, Seán Canney, e da Justiça, Jim O’Callaghan, além do Comissário da Garda (polícia irlandesa), Justin Kelly.

    O que muda a partir de agosto

    • Proibição para menores de 18 anos: o uso de e-scooters passa a ser proibido para menores de idade.
    • Capacete obrigatório: todos os usuários deverão usar capacete.
    • Colete de alta visibilidade obrigatório: o uso de jaqueta/colete de alta visibilidade também se torna obrigatório para todos.

    As medidas entram em vigor já em agosto de 2026.

    Por que a decisão foi tomada

    A reunião discutiu dados da Children’s Health Ireland (CHI) e do HSE sobre lesões graves causadas por e-scooters:

    • Mais de um terço de todas as internações pediátricas por traumatismo craniano no hospital CHI em Temple Street, em 2026, estavam relacionadas a e-scooters.
    • As internações por traumatismo craniano causado por acidentes com e-scooters aumentaram 50% nos últimos 12 meses.
    • A CHI estima que, neste verão, uma a duas crianças por dia dão entrada nas emergências com lesões causadas por e-scooters. Um relatório completo será divulgado no fim de julho.

    O Comissário da Garda também informou que houve um aumento significativo nas operações policiais ligadas a e-scooters: 1.412 patinetes foram apreendidas este ano e há 793 processos por posse de e-scooters no mesmo período.

    O que ainda está por vir

    Ainda este ano, o governo pretende apresentar uma legislação para tratar as e-scooters como qualquer outro veículo motorizado, com exigência de licenciamento e registro. As novas regras também vão:

    • Proibir a venda de patinetes a menores de idade;
    • Proibir a venda de scooters que não atendam aos requisitos legais para circulação em vias públicas.

    O governo afirmou ainda que uma proibição total das e-scooters continua sendo uma possibilidade em aberto. Também foi acordado reforçar a proteção legal aos policiais da Garda ao perseguir e-scooters e e-bikes, espelhando o sistema já adotado no Reino Unido.

    Fonte: RTÉ News / Department of the Taoiseach.

    LEIA A ÍNTEGRA DO COMUNICADO

    O Taoiseach, o Tánaiste e o ministro Canney chegaram a acordo sobre uma série de propostas com o ministro O’Callaghan e o Comissário da Garda. As propostas serão levadas ao Governo pelos ministros O’Brien e Canney na próxima semana.

    O Comissário da Garda informou que houve um aumento significativo nas operações da Garda relacionadas a e-scooters, incluindo a apreensão de 1.412 e-scooters até agora neste ano. Houve 793 processos por posse de e-scooters neste ano.

    A reunião também discutiu os dados iniciais da Children’s Health Ireland (CHI) e do HSE, que indicam um padrão preocupante de lesões graves e que alteram vidas causadas por e-scooters.

    Mais de um terço de todas as internações pediátricas por traumatismo craniano na CHI de Temple Street, em 2026, estavam relacionadas a e-scooters. As internações por traumatismos cranianos decorrentes de acidentes com e-scooters aumentaram 50% nos últimos 12 meses.

    A CHI estima que, neste verão, de uma a duas crianças por dia estão dando entrada nas emergências (EDs) com lesões causadas por e-scooters. Um relatório completo estará disponível no fim de julho.

    Ficou acordado que jaquetas de alta visibilidade e capacetes serão obrigatórios para todo uso de e-scooter, e a proibição será estendida aos menores de 18 anos. Isso entrará em vigor em agosto.

    Ainda neste ano, será apresentada legislação para tratar os e-scooters como todos os demais veículos de propulsão mecânica, e haverá exigência de licenciamento e registro.

    Isso também proibirá a venda de scooters a menores de idade e a venda de scooters que não atendam aos requisitos legais para uso em vias públicas.

    Uma proibição total permanecerá em consideração.

    Também ficou acordado que serão oferecidas proteções adicionais aos membros da An Garda Síochána, espelhando o sistema em vigor no Reino Unido. Isso concederia maiores proteções legais aos gardaí na perseguição a e-scooters e e-bikes.

  • Brasil responde com firmeza aos EUA

    Brasil responde com firmeza aos EUA

    Tarifaço de Trump ao Brasil: nova ofensiva comercial dos EUA impõe novas tarifas após meses de negociação

    O comércio entre o Brasil e os Estados Unidos vive um dos seus momentos mais tensos dos últimos anos. Nesta quarta-feira (15/07), o governo de Donald Trump anunciou uma tarifa adicional de 25% sobre parte dos produtos brasileiros, alegando supostas práticas “desleais” do Brasil no comércio — justificativa que o governo brasileiro rejeita categoricamente.

    “Exigiam a capitulação”, diz o Itamaraty

    O ministro das Relações Exteriores, chanceler Mauro Vieira, afirmou em pronunciamento que os EUA buscaram uma verdadeira “capitulação” do Brasil durante as negociações. Segundo ele, Washington exigia a abertura total, irrestrita e exclusiva de setores inteiros da economia brasileira ao mercado estadunidense, sem qualquer contrapartida para os produtos brasileiros.

    “O que Rubio chama de ego nada mais é do que a convicção inabalável do presidente Lula na defesa da soberania brasileira e dos interesses das nossas empresas e de nossos trabalhadores”, rebateu o chanceler, respondendo a declarações do secretário de Estado americano, Marco Rubio, que atribuiu a falta de acordo ao “ego” de Lula.

    Vieira lembrou que o Brasil se manteve ativo nas negociações — foram mais de 30 reuniões presenciais, virtuais e por telefone desde março de 2025 — e destacou que não há justificativa econômica para as tarifas: nos últimos 15 anos, os EUA acumularam US$ 424 bilhões de superávit em bens e serviços com o Brasil, e em 2025 cerca de 76% das importações vindas dos EUA entraram no país sem pagar imposto de importação.

    Motivação política e Pix

    Para o governo brasileiro, o tarifaço tem clara motivação política, ligada ao julgamento da tentativa de golpe liderada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e a uma tentativa de interferência no Judiciário brasileiro. O chanceler também classificou como “descabidas” as acusações contra o Pix — que ele definiu como uma infraestrutura pública de pagamentos aberta a todas as instituições — e contra o suposto desmatamento ilegal, ressaltando a redução significativa na Amazônia e no Cerrado desde 2022.

    O impacto das tarifas dos EUA na Irlanda

    A Irlanda também sofre os efeitos da política comercial de Trump. Dados do Central Statistics Office (CSO) mostram que as exportações irlandesas de bens caíram quase um terço (mais de 29%) em maio de 2026 na comparação anual, uma queda de €6,8 bilhões.

    As exportações especificamente para os EUA despencaram 56%, e os produtos farmacêuticos — carro-chefe da economia irlandesa — recuaram quase 59%. Parte dessa queda é explicada pela corrida de 2025, quando empresas irlandesas anteciparam enormes remessas de produtos aos EUA antes da entrada em vigor das tarifas (“Liberation Day”). Como resposta, as empresas irlandesas vêm diversificando seus mercados — as exportações para a Grã-Bretanha, por exemplo, cresceram mais de 26% no mesmo período. Ainda assim, especialistas alertam que a forte dependência de poucos setores de alto valor continua sendo uma vulnerabilidade estrutural para a Irlanda.

    (com informações da Agência Brasil e Irish Examiner)