Em reunião com representantes da Casa Brasil Irlanda, Silvio Costa Filho manifestou disposição para colaborar com a campanha pela nova rota aérea

O ministro dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, sinalizou apoio à criação de um voo direto entre Brasil e Irlanda em reunião, nesta sexta-feira (10), com representantes da Casa Brasil Irlanda. O ministro se disse “entusiasmado” com a notícia de que o governo irlandês prepara um projeto de lei para eliminar o teto de passageiros no Aeroporto de Dublin, medida que facilitaria a abertura de novas rotas, como uma ligação direta com o Brasil.
“Vamos trabalhar em conjunto para conseguir uma forma de implementar este voo”, afirmou Costa Filho.
O contato ocorre logo após o anúncio de que a Irlanda pretende remover a restrição anual de 32 milhões de passageiros em seu principal aeroporto. O limite, uma condição imposta pela licença de planejamento para a construção do Terminal 2 em 2007, foi inicialmente estabelecido para conter o tráfego nas vias de acesso. A operadora do aeroporto, a DAA, no entanto, argumenta que a infraestrutura viária foi melhorada e que a restrição se tornou um entrave artificial para a economia, o turismo e a conectividade do país.
Durante a conversa, foi apresentado ao ministro um dado que reforça a viabilidade da rota: em 2024, 140 mil passageiros viajaram entre os dois países com conexões, um volume que indica demanda reprimida por um voo direto.
Potencial Econômico
A ampliação da capacidade do aeroporto irlandês é defendida com base em seus impactos econômicos. A DAA, operadora do aeroporto, projeta que cada milhão de passageiros adicionais gera 750 novos empregos no setor de aviação. A empresa calcula que o aeroporto já sustenta 116 mil empregos e adiciona € 9,6 bilhões em valor à economia nacional.
Além da geração de empregos, a medida pode resultar em passagens aéreas mais baratas e na abertura de novos destinos, conectando a Irlanda diretamente a mercados como Brasil, Índia e China, onde há demanda significativa e não atendida.




